"A MÍSTICA DO NU"
"In nomini Patris, et Filii et Spiritu Sancti.Amem". Ad Deum qui laetificat juventutem meam.
Em nome do Pai e do Filho e do espírito Santo.Amém.
Ao Deus, que alegra a minha juventude. "In spiritualibus affectionibus carnalis fluxus liquore maculantor".(S. Boa Ventura) Bem- aventurados os místicos maculados com o líquido do fluxo carnal.(O Erotismo, Bataille) Por todos os objetos de amor tocáveis e ilibados manifesto profunda adoração, como se fossem onipotentes e sagrados, exercitando o místico e o erótico, em semelhante densidade.
O minúsculo corpo da infância à adolescência abrigava um espírito antigo e elevado, como interstício atravessando terras, mares,ares, universos corpos e almas. Vivo num eterno exorcismar em nome de Deus, em nome do Amor, em nome do Prazer. Todos os dias , ajoelhada, rezava contrita e fixava o olhar inocente na imagem do Cristo na cabeceira da cama. Movida por ímpetos de adoração e fascínio, ousava beijá-lo e usufruía de sublime sensação.
O prazer também surgia maliciosa e danosamente quando folheava uma revistinha com desenhos eróticos e frases obscenas que descobri entre os livros dos meninos.Só mais tarde, quando pude ver com calma e me excitar, soube tratar-se do catecismo pornô-erótico do Carlos Zéfiro. Todas essas adoráveis experiências e sensações prazerosas, eu contava para o padre Dionísio (deus do delírio místico) e esse ato deflagrou a minha fisionomia sexual, a viciosidade fálica. Ele era um homem muito bonito, alto, moreno claro, simpático, gentil e deveria ter mais ou menos 30 anos. Eu adorava ir ao catecismo, participava da procissão e praticava o ritual da missa com desmesurada solenidade.
Meu mais delirante prazer, contudo estava no ato da confissão, na necessidade de transgredir, sugerindo a expiação e a gloriosa purificação. O que seria pecado? A catarse plena se configurava no confessionário, expurgar culpas e tornar o outro, o padre, meu cúmplice. Ele enriqueceria essa galeria paternalística, esse exercício fálico, numa sucessão infinita. Eu narrava timidamente minhas brincadeiras inocentes, como brincar de médico, a desobediência e mentirinhas sutis.
A princípio, ele me reprimia, depois, era extremamente severo, e, como punição, me obrigava a várias penitências, como rezar centenas de Pai-Nossos e Ave-Marias e o ato de Contrição.Teria, ainda, que participar de todas as procissões, vestida sempre de anjinho. Com o passar do tempo, padre Dionísio iniciou a intimidação de um cúmplice, sabendo que eu contaria ou inventaria atos pecaminosos. Uma vez por semana eu deveria ir à igreja e nada deveria dizer a quem quer que fosse, mantendo segredo sobre a confissão. Padre Dionísio usava uma impecável batina preta com um longo cordão e uma gola roxa contornando seu pescoço e descendo sobre o seu peito.
O seu andar forte, o movimento do tecido sobre aquele corpo majestoso, a voz potente em tom de grave censura, porém, paternal, provocavam temor e incontrolável atração. O confessionário, com treliças, a cortininha rendada que ele abria, ficando de perfil, o hálito com fragrância de vinho de mosteiro, a pronúncia grave de palavras em grego e em Latim são imagens redivivas, sempre que entro em igrejas católicas.
No limiar do descontrole pelo que eu sussurrava , ele solicitou , pausadamente, para eu me aproximar mais, encostando a face quase como se me beijasse a boca, perguntando se eu havia praticado a penitência imposta e se ainda continuava a pecar. Entre a malícia e o temor, confirmei, tentando descobrir em seu olhar qualquer reação, enquanto respondia laconicamente Não havia jeito, o ato de evocar sensações prazerosas o tempo todo não cessava, as rezas se tornavam cansativas e eu senti que iria passar a vida inteira rezando para me eximir de culpas e deixar fluir o erotismo por todos os poros. Enquanto assim falava, ele se aproximou tanto que pude sentir os seus lábios quase tocarem os meus através das aberturas na madeira do confessionário.Sua respiração movimentava o véu que cobria o meu rosto. Veio a pergunta redentora, a que eu ansiava , mas que jamais imaginara. -Minha filha, você gostaria de abolir tanta penitência para usufruir esse divino prazer como se fora um dom de Deus? No mesmo instante desfrutei uma sintonia lúbrica naquele espaço sagrado, semelhante à atmosfera dos templos gregos quando o sexo era praticado pelos sacerdotes e fiéis em celebração aos deuses do paganismo. Ele, então, me convidou para entrar no confessionário, que ficava pequeno com sua presença, densa e vigorosa. O ambiente estava quente, tão aconchegante como o colo de um pai.
Enquanto ele acariciava meus longos cabelos, eu mantinha os olhos fechados e as mãos em forma de prece.Ele dizia: -Filha minha, a partir e hoje você vai beber água benta da fonte e vai ser sempre abençoada. Surpresa, abri meus olhos como se acordasse de um sonho para entrar em outro e tive uma visão totêmica, sacro-profana, que tantas civilizações reverenciam nos cultos fálicos, através da história. Com suas mãos grandes e quentes ele pegou nas minhas, comprimindo-as com toques ora suaves, ora mais fortes, falando palavras em Latim, algumas ininteligíveis; enquanto suspirava, ele vaticinou: -Agora, em nome de Deus, você beberá água benta da fonte e vai se tornar uma linda sacerdotisa, fiel e devota, uma santa mulher. Parecia que eu entrava num mundo de vidas passadas; aquele momento invadiu os meus sentidos e tatuou a esfinge do meu prazer. Percebi padre Dionísio em transe, com os olhos semicerrados como São Sebastião em suplício gozoso, com a boca semiaberta, bebendo do cálice sagrado.
Em êxtase, ordenou: -Bebe, este é o vinho do amor, o elixir do prazer, a água da vida. De hoje em diante você pode sentir desejo, beber do vinho sagrado e se sentir purificada. Envolta em diáfano encantamento, sorvo daquela bebida de gosto dionisíaco. Eu, então, sempre voltava para o abençoado ritual sacrílego. Numa das vezes ele não resistiu, e num acesso de enfurecido fanatismo, de crente confesso, ele exibe a oblação que alimenta os fiéis devotos, e como se fora um mandamento degustá-la, coloca a santa hóstia em sua boca. Com sua língua ávida invade a minha boca, depositando nela o ósculo que postula a fé. Rápido como o ato de se benzer, ele se levanta e sai com as mãos em prece na região do plexo, sobre a batina. Eu, estática, aturdida, excitada, prenunciara um orgasmo transcendental. Um dia, dentre todos, foi o mais marcante.A igreja estava totalmente decorada para um casamento.O perfume das rosas, as velas acesas e a música litúrgica magnificavam o ambiente sacrossanto. Eu estava ajoelhada rezando, com os olhos fechados, e pude senti-lo, próximo, sua respiração descompassada, seu hálito de vinho e o tecido pesado de sua batina roçando todo o meu corpo.
Era o anjo maléfico, transgressor, disparando a flecha da luxúria na minha zona sagrada. Tanto no confessionário, quanto na sacristia ou no altar, algumas vezes, quando tinha certeza de que não seríamos flagrados, praticava o interdito. Inebriada, minha mente conduz corpo e alma a dissolutos prazeres, penitenciados e perdoados. Nas missas, nossos olhares se cruzavam em cumplicidade plena. Meu coração acelerava quando aquelas mãos enormes roçavam os meus lábios, como os de uma osculatriz, e depositavam a hóstia, aquelas mãos perfumadas que desenhavam a circunferência profanável no ato sacro de rito pagão.
Em nome do prazer, eu me tornei a mais devota amasiae (amadoras entusiastas de sexo, cuja recompensa era apenas o prazer) , e a felação é como oscular símbolos, insígnias e sinais, como o maior de todos os prazeres. Felix culpa!( A bem-aventurada culpa!) Como epicurista deflagrei orgasmus
Ao Deus, que alegra a minha juventude. "In spiritualibus affectionibus carnalis fluxus liquore maculantor".(S. Boa Ventura) Bem- aventurados os místicos maculados com o líquido do fluxo carnal.(O Erotismo, Bataille) Por todos os objetos de amor tocáveis e ilibados manifesto profunda adoração, como se fossem onipotentes e sagrados, exercitando o místico e o erótico, em semelhante densidade.
O minúsculo corpo da infância à adolescência abrigava um espírito antigo e elevado, como interstício atravessando terras, mares,ares, universos corpos e almas. Vivo num eterno exorcismar em nome de Deus, em nome do Amor, em nome do Prazer. Todos os dias , ajoelhada, rezava contrita e fixava o olhar inocente na imagem do Cristo na cabeceira da cama. Movida por ímpetos de adoração e fascínio, ousava beijá-lo e usufruía de sublime sensação.
O prazer também surgia maliciosa e danosamente quando folheava uma revistinha com desenhos eróticos e frases obscenas que descobri entre os livros dos meninos.Só mais tarde, quando pude ver com calma e me excitar, soube tratar-se do catecismo pornô-erótico do Carlos Zéfiro. Todas essas adoráveis experiências e sensações prazerosas, eu contava para o padre Dionísio (deus do delírio místico) e esse ato deflagrou a minha fisionomia sexual, a viciosidade fálica. Ele era um homem muito bonito, alto, moreno claro, simpático, gentil e deveria ter mais ou menos 30 anos. Eu adorava ir ao catecismo, participava da procissão e praticava o ritual da missa com desmesurada solenidade.
Meu mais delirante prazer, contudo estava no ato da confissão, na necessidade de transgredir, sugerindo a expiação e a gloriosa purificação. O que seria pecado? A catarse plena se configurava no confessionário, expurgar culpas e tornar o outro, o padre, meu cúmplice. Ele enriqueceria essa galeria paternalística, esse exercício fálico, numa sucessão infinita. Eu narrava timidamente minhas brincadeiras inocentes, como brincar de médico, a desobediência e mentirinhas sutis.
A princípio, ele me reprimia, depois, era extremamente severo, e, como punição, me obrigava a várias penitências, como rezar centenas de Pai-Nossos e Ave-Marias e o ato de Contrição.Teria, ainda, que participar de todas as procissões, vestida sempre de anjinho. Com o passar do tempo, padre Dionísio iniciou a intimidação de um cúmplice, sabendo que eu contaria ou inventaria atos pecaminosos. Uma vez por semana eu deveria ir à igreja e nada deveria dizer a quem quer que fosse, mantendo segredo sobre a confissão. Padre Dionísio usava uma impecável batina preta com um longo cordão e uma gola roxa contornando seu pescoço e descendo sobre o seu peito.
O seu andar forte, o movimento do tecido sobre aquele corpo majestoso, a voz potente em tom de grave censura, porém, paternal, provocavam temor e incontrolável atração. O confessionário, com treliças, a cortininha rendada que ele abria, ficando de perfil, o hálito com fragrância de vinho de mosteiro, a pronúncia grave de palavras em grego e em Latim são imagens redivivas, sempre que entro em igrejas católicas.
No limiar do descontrole pelo que eu sussurrava , ele solicitou , pausadamente, para eu me aproximar mais, encostando a face quase como se me beijasse a boca, perguntando se eu havia praticado a penitência imposta e se ainda continuava a pecar. Entre a malícia e o temor, confirmei, tentando descobrir em seu olhar qualquer reação, enquanto respondia laconicamente Não havia jeito, o ato de evocar sensações prazerosas o tempo todo não cessava, as rezas se tornavam cansativas e eu senti que iria passar a vida inteira rezando para me eximir de culpas e deixar fluir o erotismo por todos os poros. Enquanto assim falava, ele se aproximou tanto que pude sentir os seus lábios quase tocarem os meus através das aberturas na madeira do confessionário.Sua respiração movimentava o véu que cobria o meu rosto. Veio a pergunta redentora, a que eu ansiava , mas que jamais imaginara. -Minha filha, você gostaria de abolir tanta penitência para usufruir esse divino prazer como se fora um dom de Deus? No mesmo instante desfrutei uma sintonia lúbrica naquele espaço sagrado, semelhante à atmosfera dos templos gregos quando o sexo era praticado pelos sacerdotes e fiéis em celebração aos deuses do paganismo. Ele, então, me convidou para entrar no confessionário, que ficava pequeno com sua presença, densa e vigorosa. O ambiente estava quente, tão aconchegante como o colo de um pai.
Enquanto ele acariciava meus longos cabelos, eu mantinha os olhos fechados e as mãos em forma de prece.Ele dizia: -Filha minha, a partir e hoje você vai beber água benta da fonte e vai ser sempre abençoada. Surpresa, abri meus olhos como se acordasse de um sonho para entrar em outro e tive uma visão totêmica, sacro-profana, que tantas civilizações reverenciam nos cultos fálicos, através da história. Com suas mãos grandes e quentes ele pegou nas minhas, comprimindo-as com toques ora suaves, ora mais fortes, falando palavras em Latim, algumas ininteligíveis; enquanto suspirava, ele vaticinou: -Agora, em nome de Deus, você beberá água benta da fonte e vai se tornar uma linda sacerdotisa, fiel e devota, uma santa mulher. Parecia que eu entrava num mundo de vidas passadas; aquele momento invadiu os meus sentidos e tatuou a esfinge do meu prazer. Percebi padre Dionísio em transe, com os olhos semicerrados como São Sebastião em suplício gozoso, com a boca semiaberta, bebendo do cálice sagrado.
Em êxtase, ordenou: -Bebe, este é o vinho do amor, o elixir do prazer, a água da vida. De hoje em diante você pode sentir desejo, beber do vinho sagrado e se sentir purificada. Envolta em diáfano encantamento, sorvo daquela bebida de gosto dionisíaco. Eu, então, sempre voltava para o abençoado ritual sacrílego. Numa das vezes ele não resistiu, e num acesso de enfurecido fanatismo, de crente confesso, ele exibe a oblação que alimenta os fiéis devotos, e como se fora um mandamento degustá-la, coloca a santa hóstia em sua boca. Com sua língua ávida invade a minha boca, depositando nela o ósculo que postula a fé. Rápido como o ato de se benzer, ele se levanta e sai com as mãos em prece na região do plexo, sobre a batina. Eu, estática, aturdida, excitada, prenunciara um orgasmo transcendental. Um dia, dentre todos, foi o mais marcante.A igreja estava totalmente decorada para um casamento.O perfume das rosas, as velas acesas e a música litúrgica magnificavam o ambiente sacrossanto. Eu estava ajoelhada rezando, com os olhos fechados, e pude senti-lo, próximo, sua respiração descompassada, seu hálito de vinho e o tecido pesado de sua batina roçando todo o meu corpo.
Era o anjo maléfico, transgressor, disparando a flecha da luxúria na minha zona sagrada. Tanto no confessionário, quanto na sacristia ou no altar, algumas vezes, quando tinha certeza de que não seríamos flagrados, praticava o interdito. Inebriada, minha mente conduz corpo e alma a dissolutos prazeres, penitenciados e perdoados. Nas missas, nossos olhares se cruzavam em cumplicidade plena. Meu coração acelerava quando aquelas mãos enormes roçavam os meus lábios, como os de uma osculatriz, e depositavam a hóstia, aquelas mãos perfumadas que desenhavam a circunferência profanável no ato sacro de rito pagão.
Em nome do prazer, eu me tornei a mais devota amasiae (amadoras entusiastas de sexo, cuja recompensa era apenas o prazer) , e a felação é como oscular símbolos, insígnias e sinais, como o maior de todos os prazeres. Felix culpa!( A bem-aventurada culpa!) Como epicurista deflagrei orgasmus
( inchar como se úmido, estar excitado ou desejante), bebendo vinho gozoso todos os dias que Deus me conceder para viver , sob o sol, na face da terra.
"O libertino está mais próximo dos santos que o homem sem desejo".( O Erotismo- Bataille)
"...renascer como um animal, um espírito, um ser demoníaco ou como um deus viciado em prazer."( caminhos para a Liberdade-Dalai- Lama)
Trilogia do Prazer a sacerdotisa do sexo Enoli Lara
Trilogia do Prazer a sacerdotisa do sexo Enoli Lara

A fabulosa Enoli nunca teve problema com a gozada masculina. Lembro de uma entrevista quente a uma revista, em que ela diz: "sou anti-drogas, ou melhor, esperma é a minha droga."
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